quinta-feira, 12 de julho de 2012

GeForce Grid: o processamento gráfico na nuvem

A Nvidia anunciou o futuro do processamento gráfico. Atualmente, a peça que realiza o processamento gráfico nos computadores é a placa de vídeo. 

As empresas fabricam as placas de vídeo utilizando uma engenharia de hardware tal que vai definir o processador, a memória de vídeo, a quantidade de pixels por clock, enfim. Cada placa de vídeo possui algumas características, e quanto melhor elas forem, melhor será o processamento gráfico.

E quanto melhor o processamento gráfico, melhor o computador irá rodar aplicativos que exigem isso. Alguns exemplos de programas que exigem uma forte GPU (Graphics Processing Unit - Unidade de Processamento Gráfico) são as suites profissionais 3D como o AutoCAD, o 3D Studio Max e jogos. Todos os jogos utilizam processamento gráfico. Os jogos mais novos com gráficos mais realistas exigem uma boa placa de vídeo.

Como mostrou o Tecnoblog, a Nvidia anunciou uma solução para terceirizar esse processamento gráfico. Ele deixaria de ser no computador e passaria a ser em servidores na nuvem. O nome dessa solução é GeForce Grid.

Existe um serviço conhecido como OnLive (que até possui um app para iPad para rodar Windows) que utiliza o processamento gráfico na nuvem em alguns casos. 

O problema é a latência: como o computador precisa se conectar à internet e o servidor geralmente é em outro país, a latência fica alta e isso compromete a fluidez do jogo quando aparece na tela do jogador. 

A Nvidia conseguiu uma latência de 160 milissegundos, isso é um número baixo para algo desse tipo.

O processamento dos jogos seria feito em um computador com um processamento gráfico equivalente ao de uma GeForce GTX 690.

Mas em que esse processamento na nuvem seria útil? A Nvidia declarou que qualquer dispositivo com suporte a H.264 poderia suportar o GeForce Grid. Com isso, smartphones e tablets mais simples poderiam rodar jogos excelentes com os gráficos no máximo, já que todo o processamento gráfico seria feito na nuvem.


De uma forma simples, o jogo seria rodado no servidor na nuvem e isso seria transmitido para o tablet ou smartphone do jogador. Dessa forma, ele poderia aproveitar o máximo em termos gráficos que um jogo pode oferecer sem consumir a placa gráfica de seu dispositivo.

É como se o dispositivo do jogador fosse apenas um monitor com os controles do jogo e este estará sendo rodado realmente em um servidor na nuvem.
Essa tecnologia inicialmente estará disponível para empresas parceiras como OnLive e Gaikai (serviço na nuvem comprado recentemente pela Sony).

Essas empresas se encarregariam de repassar isso para o consumidor da forma que acharem mais conveniente.

Com essa tecnologia, a Nvidia "mata" suas placas de vídeo, mas é ótimo que a empresa tenha enxergado uma oportunidade da nuvem. Isso será muito bom para os consumidores, que não precisarão comprar novas placas de vídeo a cada 3 anos e eles poderão jogar jogos sofisticados em aparelhos mais simples, sem gastar muito com uma boa placa de vídeo.

É difícil fazer uma tecnologia que utilize a internet dessa forma e apresente uma latência tão baixa. Mas a Nvidia conseguiu essa proeza e agora o processamento gráfico na nuvem se torna uma realidade e deverá ser amplamente utilizado pelos consumidores em breve, à medida em que o GeForce Grid for adotado pelas empresas da nuvem.

Enfim, confira abaixo o vídeo do GeForce Grid rodando em um Asus Transformer Prime:






Abaixo, o vídeo da apresentação do GeForce Grid:




Créditos da imagem: Tecnoblog. Esse post não possui fins publicitários.

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